Assassinos de dia

Não somos mais os mesmos de ontem – de nunca. Somos o que nunca fomos; nunca seremos o que éramos. Um baralho de palavras atropeladas, encontros inevitáveis, olhares oblíquos, risos magnéticos, entrega e redenção. No não que virou sim, pousamos até um novo decolar de desmandos do coração – o nosso. No amor, um coração bate por dois. Em exigências da alma, seguimos errantes por concessões e desacordos: adictos do outro, somos indissociáveis. Em tentativas frustradas, descobrimos não poder eternizar o “agora”:  vivemos dias descartáveis, sopros de vento na areia. Tentamos recuperá-los; os dias são fumaça, se dissolvem ante nós, entre nós. Seremos amanhã também sombra da flecha que se fincou no alvo? Você arma; eu mira. Vamos matar o dia e saboreá-lo para sempre.

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